História da Paróquia de Nossa Senhora das Dores
História da Paróquia de Nossa Senhora das Dores
• Ata de Criação da Paróquia Nossa Senhora das Dores
Senador Pompeu – CE, 02 de junho de 1919.
Considerando que a cidade de Senador Pompeu, antigamente Humaitá tornou-se um lugar de muito comércio bastante povo; considerando que a maior glória de Deus e o bem das almas requer que esta cidade, até agora Capela da Freguesia de Maria Pereira seja erigida como sede de uma nova freguesia, considerando que estão de acordo sobre os limites do território que a Capela deve pertencer aos reverendíssimos vigários de Maria Pereira de Quixeramobim de cujas freguesias deve ter o mesmo território destacado.
Havemos por bem pela autoridade delegada pelo Concilio Tridentino separar e desmembrar da Freguesia de Maria Pereira a cidade de Senador Pompeu e criar na mesma cidade a paróquia de Nossa Senhora das Dores de Humaitá, cujos limites com a mesma Freguesia de Maria Pereira de que se separa e com a de Quixeramobim serão os seguintes; começando na Barra do riacho no rio Banabuiú, pelo lado do mesmo Riacho até encontrar a estrada antiga de Quixeramobim à Maria Pereira, seguindo pela mesma até a passagem do Riacho Campos, seguindo por este Riacho até onde encontra no caminho de Santa Quitéria para Pedro Leitão, seguindo por este caminho na embocadura do Riacho Bonsucesso, até encontrar os limites da freguesia da Diocese de Crato, ali seguindo os limites de Iguatu e os de Maria Pereira e Quixeramobim, até a Barra do Riacho Fonfon, já mencionada. À capela de nossa Senhora das Dores concedemos os direitos e prerrogativas de matriz e todos os direitos e prerrogativas de paróquia.
Dada e passada nesta cidade de Fortaleza e na residência Arquiepsicopal, sob o nosso sinal e selo de nossas armas aos 2 de junho de 1919.
+ Dom Manuel da Silva Gomes, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza.
O Histórico a seguir foi retirado do Livro Paróquia Nossa Senhora das Dores: 80 anos louvando ao Senhor de Pe. João Paulo Giovanazzi escrito a partir do livro de tombo da paróquia e de testemunhos da comunidade.
1º PÁROCO: Padre Manuel Soares Neto (27/06/1919)
Na mesma data da criação da paróquia, foi eleito o primeiro pároco de Senador Pompeu, Padre Manuel Soares Neto. Ele nasceu em Baturité em 10 de janeiro de 1889. Seu pai se chamava Francisco Soares Bezerra e sua mãe, chamada de Dona Tereza de Castelo Branco Bezerra. Foi batizado a 17 de fevereiro.
Foi Vigário de Tianguá de 1913 a 1914, de palma de 1914 a 1919 e finalmente a nossa cidade de Senador Pompeu em 1919, e ficou como pároco até o ano de 1922.
2º PÁROCO: Padre Lino Aderaldo (30/04/1922)
Aos 22 de abril de 1922 Padre Lino Aderaldo é então nomeado Vigário de Senador Pompeu e toma posse da paróquia como pároco no dia 30 de abril de 1922, apresentado pelo próprio Pe. Emanuel Soares, que estava partindo para outra missão.
Pe. Lino Aderaldo continuou sua missão em nossa paróquia até 1914, onde ele teve uma doença insuportável que por fim, não resistiu.
3º PÁROCO: Pe. Hélio Campos (05/11/1941)
Em 19 de julho de 1941, toma-se posse o pároco interino Hélio Campos, que substituiu Pe. Lino Aderaldo durante sua doença.
Segundo Maria Ceci Bezerra que fala um pouco sobre a biografia de Pe. Hélio Campos, ela diz que ele nasceu na Serra do Machado, em Quixeramobim no dia 24 de julho de 1912. Filho de Francisco Cordeiro Campos e Dona Belarmina Gomes Campos.
4º PÁROCO: Pe. Pedro Perdigão Sampaio (24/01/1942)
Nascido em 19 de maio de 1900, foi ordenado sacerdote lazarista em 19 de dezembro de 1926, na Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo.
Assumiu interinamente a Paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Senador Pompeu, no dia 24 de janeiro de 1942, permanecendo por cinco meses.
Mesmo em curto período, destacou-se pelo zelo pastoral, dedicação às crianças não batizadas, atenção aos casais e visitas às famílias, tanto da zona urbana quanto das comunidades mais carentes. Demonstrava grande proximidade com a juventude, incentivando o esporte e fundando o Movimento Católico de Jovens no município.
Faleceu em 13 de abril de 1947.
5º PÁROCO: Pe. Odilo Lopes de Melo Galvão (17/10/1942)
Ordenado sacerdote em 1939, em Fortaleza, teve como primeira paróquia o município de Aquiraz. Em 1942, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Senador Pompeu, onde permaneceu por aproximadamente 14 anos.
Destacou-se pelo dinamismo, espírito trabalhador e realização de importantes obras, entre elas o Ginásio Nossa Senhora das Dores, o Ginásio Cristo Redentor, o Abrigo dos Idosos e a Capela de Nossa Senhora de Fátima.
Foi eleito prefeito de Senador Pompeu, exercendo mandato de quatro anos. Durante sua gestão, o município recebeu a energia de Paulo Afonso.
Homem de grande caridade, auxiliava especialmente os mais pobres e criou cinco sobrinhos órfãos. Faleceu em 4 de agosto de 1982, em Fortaleza. Atualmente, no município, há uma escola que leva seu nome em homenagem à sua dedicação.
6º PÁROCO: Pe. Gerardo Aguiar Nogueira (03/03/1956)
Esteve à frente da Paróquia de Senador Pompeu nos anos de 1966 e 1967, destacando-se por intensa ação pastoral e organizadora.
Entre seus primeiros atos esteve a criação da Legião de Maria, fortalecendo a participação dos leigos na vida da Igreja. A associação colaborava diretamente com o pároco nas visitas aos enfermos, no ensino do catecismo, na evangelização das famílias e na propagação da devoção mariana, tornando-se importante instrumento de dinamização pastoral.
Durante sua administração, a festa da padroeira, Nossa Senhora das Dores, alcançou grande êxito, com expressiva participação dos fiéis em novenas, pregações, quermesses e leilões, resultando em significativa arrecadação para as obras paroquiais.
Outro marco foi a aquisição de um Jeep para auxiliar nas atividades pastorais, facilitando o deslocamento pelas comunidades e ampliando o alcance do trabalho evangelizador.
Também se destacou a realização da Festa do Catecismo, reunindo centenas de crianças, com grande número de Primeiras Comunhões e ativa participação das catequistas. As celebrações natalinas igualmente foram marcadas por organização, forte participação popular e profundo espírito religioso.
Sua passagem por Senador Pompeu ficou registrada pelo zelo pastoral, organização comunitária e fortalecimento da participação dos leigos na missão da Igreja.
7º PÁROCO: Pe. Irineu Lima Verde (03/03/1958)
Chegou a Senador Pompeu em 3 de março de 1958, encontrando a comunidade marcada por tensões políticas e religiosas. Atuou com prudência, equilíbrio e firmeza pastoral, buscando restaurar a unidade entre as famílias.
Durante seu pastoreio, enfrentou o período de forte seca na região, oferecendo auxílio espiritual e apoio material às famílias necessitadas. Incentivou movimentos catequéticos, promoveu a Semana da Bíblia e fortaleceu as atividades religiosas com o apoio das lideranças locais.
Em maio de 1959, foi transferido para a Diocese do Crato, deixando a paróquia com importante contribuição para a pacificação e reorganização pastoral.
8º PÁROCO: Pe. Odilo Lopes de Melo Galvão (29/03/1959)
Em 1959, retornou à Paróquia Nossa Senhora das Dores como vigário substituto, por provisão de Dom Antônio de Almeida Lustosa. Tomou posse em 29 de março, na Missa da Páscoa.
Empenhou-se na reorganização das associações religiosas, como a Ação Católica e a Cruzada Eucarística Infantil, promovendo catequese, tríduos e celebrações.
Nesse período, ocorreu a última Visita Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza antes da criação da Diocese de Iguatu, deixando registro positivo sobre o movimento religioso local.
Destacou-se pelo dinamismo, espírito trabalhador e realização de importantes obras, entre elas o Ginásio Nossa Senhora das Dores, o Ginásio Cristo Redentor, o Abrigo dos Idosos e a Capela de Nossa Senhora de Fátima.
Foi eleito prefeito de Senador Pompeu, exercendo mandato de quatro anos. Durante sua gestão, o município recebeu a energia de Paulo Afonso.
Homem de grande caridade, auxiliava especialmente os mais pobres e criou cinco sobrinhos órfãos. Faleceu em 4 de agosto de 1982, em Fortaleza. Atualmente, no município, há uma escola que leva seu nome em homenagem à sua dedicação.
9º PÁROCO: Pe. João Salmito Neto (07/11/1959)
Assumiu a paróquia em 7 de novembro de 1959, por nomeação de Dom Antônio de Almeida Lustosa.
Desenvolveu intenso trabalho pastoral e social, incentivando a formação religiosa, a educação, a organização comunitária e o cooperativismo. Seu ministério foi marcado pela proximidade com o povo e pelo compromisso com a justiça social.
10º PÁROCO: Pe. Renato Bevort (11/03/1967)
Missionário holandês da Congregação do Santíssimo Sacramento, assumiu a paróquia no final de 1967, permanecendo até 11 de março de 1972.
Nascido em 19 de junho de 1911, dedicou-se à dimensão litúrgica e espiritual da comunidade. Promoveu melhorias na Igreja Matriz, especialmente na Capela do Santíssimo Sacramento, e incentivou a participação dos fiéis na vida sacramental.
11º PÁROCO: Pe. José Joaci Cavalcante (11/03/1972)
Assumiu a paróquia em 1972. Nascido em 29 de outubro de 1927, em Iguatu (CE), era conhecido como “o Padre do Sorriso”, pela alegria e proximidade com o povo.
Fortaleceu a participação dos leigos, incentivou a juventude e acompanhou as comunidades urbanas e rurais. Promoveu melhorias na Igreja Matriz e no salão paroquial.
Teve papel marcante nas comemorações dos 60 anos de criação da paróquia, em 1979.
Faleceu em 22 de junho de 1980, permanecendo sepultado em Senador Pompeu, como sinal de sua dedicação à comunidade.
12º PÁROCO: Pe. Luis Gonzaga (11/04/1980)
Assumiu em 11 de abril de 1980, num momento de transição após o falecimento do Pe. José Joaci Cavalcante. Seu período foi marcado pela necessidade de estabilidade administrativa e pastoral, garantindo a continuidade da vida sacramental e da organização interna da paróquia. Mesmo com poucos registros públicos detalhados, sua presença foi fundamental para manter a unidade da comunidade em um tempo delicado.
Sua atuação assegurou a regularidade das celebrações, o funcionamento das pastorais e a manutenção da estrutura paroquial, preparando o terreno para os desdobramentos pastorais e sociais que marcariam os anos seguintes.
13º PÁROCO: Pe. Albino Donatti (17/11/1980)
Assumindo em 17 de novembro de 1980, seu ministério coincidiu com um período de forte impacto social em Senador Pompeu, especialmente pelas consequências da construção da Barragem do Patu, que deslocou famílias e provocou perda de terras. Nesse contexto, sua atuação ultrapassou os limites estritamente sacramentais e assumiu dimensão social e profética.
Fundou a Cáritas Paroquial — a mais antiga da Diocese de Iguatu — e o Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro, além de criar a tradicional Caminhada da Seca e a Escola de Arte Sacra. Defendeu ativamente o direito à indenização das famílias atingidas e promoveu práticas de convivência com o semiárido, consolidando a paróquia como referência de fé, memória histórica e justiça social.
14º PÁROCO: Pe. João Paulo Giovanazzi (29/01/1995)
Empossado em 29 de janeiro de 1995, deu continuidade às iniciativas pastorais e fortaleceu a organização paroquial. Seu grande legado foi o registro histórico da caminhada da comunidade por meio da obra Paróquia de Nossa Senhora das Dores: 80 anos servindo ao Senhor, documento essencial para a preservação da memória paroquial.
Seu ministério contribuiu decisivamente para a consolidação da identidade histórica da paróquia, organizando registros, valorizando a memória comunitária e fortalecendo o sentimento de pertença do povo.
15º PÁROCO: Frei Duarte Vasconcelos
Sucedeu Pe. João Paulo, mantendo a continuidade das atividades pastorais, das celebrações tradicionais e da organização comunitária. Seu período foi marcado pela estabilidade e pela manutenção do ritmo pastoral já estruturado, garantindo a presença constante da Igreja nas comunidades urbanas e rurais.
Sua atuação reforçou a vivência litúrgica e comunitária, preservando as tradições religiosas e assegurando a unidade paroquial.
16º PÁROCO: Pe. José Marques Chaves
Deu seguimento à caminhada pastoral, fortalecendo a vida sacramental e acompanhando de perto as comunidades tanto da sede quanto da zona rural. Seu ministério foi caracterizado pela proximidade pastoral e pela valorização das celebrações tradicionais.
Contribuiu para manter viva a espiritualidade comunitária e o compromisso evangelizador da paróquia, consolidando o trabalho pastoral já existente.
17º PÁROCO: Pe. Antônio Menezes de Souza
Assumiu posteriormente, dando continuidade às atividades evangelizadoras e à organização das pastorais. Seu período manteve o dinamismo paroquial e reforçou a participação comunitária nas celebrações e movimentos.
Sua atuação contribuiu para a estabilidade pastoral e para o fortalecimento da presença da Igreja na vida social e religiosa do município.
18º PÁROCO: Pe. Carlos Roberto Alencar Costa
Durante seu ministério, fortaleceu movimentos, celebrações e a participação ativa dos leigos na vida paroquial. Seu trabalho manteve o dinamismo das atividades pastorais e incentivou maior envolvimento comunitário.
Consolidou a corresponsabilidade dos fiéis na missão da Igreja, fortalecendo grupos e serviços já estruturados.
19º PÁROCO: Pe. João Melo dos Reis
Seu período foi marcado pela proximidade com o povo e pela continuidade das celebrações tradicionais. Manteve viva a Caminhada da Seca, preservando a memória dos flagelados de 1932 e reforçando a identidade histórica e religiosa da comunidade.
Sua atuação contribuiu para manter forte o vínculo entre fé, memória histórica e compromisso social na paróquia.
20º PÁROCO: Pe. Gilberlândio José da Silva
Atual pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, pertencente à Diocese de Iguatu, Pe. Gilberlândio José da Silva tem conduzido a comunidade com forte ênfase missionária e renovação pastoral. Seu ministério se destaca pelo dinamismo evangelizador, incentivando a presença da Igreja não apenas na matriz, mas também nas comunidades urbanas e rurais, fortalecendo o senso de pertença e corresponsabilidade dos leigos na missão.
Entre suas principais iniciativas estão o fortalecimento e ampliação da tradicional Caminhada da Seca — mantendo viva a memória histórica e espiritual do povo —, a realização de Semanas Missionárias com visitas às famílias, momentos formativos e ações evangelizadoras, além da celebração de marcos históricos importantes, como os 105 anos da paróquia. Seu pastoreio tem buscado unir tradição e renovação, valorizando as expressões religiosas já consolidadas enquanto promove maior participação das pastorais, movimentos e serviços. Seu impacto se percebe na revitalização da vida comunitária, no incentivo à formação e no fortalecimento da identidade paroquial em sintonia com os desafios atuais da Igreja e da sociedade.
Fonte: Livro de João Paulo Giovanazzi 80 anos servindo ao Senhor